“Ah, se eu pudesse, não caía na tua conversa mole outra vez. Não dava mole à tua pessoa. Te abandonava prostrado a meus pés. Fugia nos braços de um outro rapaz. Mas acontece que eu sorri para ti, e aí…
“Te abraçava, dava colo pra te acarinhar. E dizia o quanto eu te amo até ver seu olho fechar.
“Dou-lhe a minha mão se prometer-me não soltar. Dou-lhe o meu coração, se prometer não quebra-lo. Dou-lhe uma chance se você me mostrar ser diferente das outras pessoas. Dou-lhe tudo! Se apenas nessa vida, você der-me o seu amor.
“Eu aceitei o nosso fim, digeri a ideia de que amei a pessoa mais estúpida da face da terra, de que a mesma não merecia um tiquinho sequer de tudo o que eu me sujeitei a sentir. Já ultrapassei da época em que ouvir teu nome enchia-me de uma tristeza estúpida, uma vontade de correr pra longe de tudo o que pudesse me trazer de volta a você. Agora, lembrar de nós dois, torna-se algo tão natural e indolor que não me traz sensação alguma. Nenhuma pontinha de arrependimento, amor, admiração ou qualquer outra coisa. Só uma saudadezinha que não faz diferença alguma, que não machuca, que altera absolutamente nada. Aquela agulha pequena que cutuca o coração e te faz pensar “puts, faz tanto tempo!”, que te possibilita dar alguns sorrisos insignificantes. Nada muda. Nem saber que possivelmente você sente minha falta também. Já era, acabou. Só queria que você soubesse que lembrar de você não machuca mais. Só isso. Se eu fui algo pra ti, isso vai significar alguma coisa. Eu estou bem, pela primeira vez depois de você.